quinta-feira, 30 de abril de 2009


Amar é ter insônia, andar um palmo acima do chão, ouvir música e lembrar dele, sonhar acordada, não ter medo de parecer ridículo, gostar de algodão-doce cor-de-rosa, não se importar com dias chuvosos, assistir à sessão Coruja, comer pipoca no cinema, não ver as horas passarem, ficar com o celular a postos, sorriso sempre estampado no rosto... Mas, acima de tudo, estar feliz. O amor não anda sem a felicidade. Se, por acaso, ele estiver sozinho, não é amor.


Senhor
Acalma o meu coração. Tranquiliza a minha alma. Colore os meus sonhos. Ilumina meus passos. Protege-me dos lobos que me cercam. Abençoa a minha vida. Assim seja.


"Quanto mais conheço as pessoas mais gosto dos meus cachorros"


De repente, eu sem você. Caminho sem onde, pra quê e por quê. Ausência. Vazio. Sentimento avulso. Solidão à luz de velas. Entretanto, ainda o espero: porta entreaberta, coração destrancado e pés descalços. Vem.


Fazer 30 anos pode ser menos doce do que fazer 7, menos rosa do que 15, menos promissor que fazer 25, mas ainda sim, menos botox e silicone do que fazer 40.
Fazer 30 anos é chegar na encruzilhada da vida: daqui a 10 anos pode ser tarde para se querer algumas coisas.
Fazer 30 anos é ser seletiva, desde roupas até amores, passando por amigos.
Fazer 30 anos não é ver a vida em preto e branco, é, apenas, vê-la na tonalidade certa.
Fazer 30 anos é se olhar no espelho sem máscara.
Fazer 30 anos é se apaixonar de verdade, porque a vida não tem mais espaço para blefes.
Fazer 30 anos é saber dizer não.
Fazer 30 anos é saber desistir, se for preciso.
Fazer 30 anos é ter muito tempo e pouco tempo.
Fazer 30 anos é ter saudade da infância e curiosidade pela maturidade.
Fazer 30 anos é viver como quem tem 29 com a preocupação de quem tem 31.



Tenho inveja de algumas coisas, sim. E não me venha com esse papo de inveja branca, porque inveja é inveja e ponto. Sinto inveja das pessoas que conseguem viver intensamente. De sorrir sem reservas. De amar sem receios. Talvez, porque eu já tenha sido assim. Acreditado que a vida é naturalmente maravilhosa e que não precisamos fazer grandes esforços, está tudo aí. Para ser feliz, basta não ser triste. Tempo. Ah, tudo é uma questão de tempo.


Existem dias que a gente acha que o limão não é tão azedo, o café tão amargo, a piscina tão funda, o amor tão vulnerável... Já outros dias, a gente tem certeza.


Não consigo escrever, falta-me inspiração. Acho que tenho comido miojo demais e não me tem feito bem. Pode ser a falta de uma definição exata de relacionamento no meu dicionário. Saudades erradas. Ausência de planos B, C, D...Talvez, eu não tenha sofrido o suficiente nos últimos meses. Se for isto, desisto. A escrita morre aqui.

 
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