sexta-feira, 29 de maio de 2009


De tempos em tempos, tenho uma vontade louca de ir embora, sair correndo. É como se eu ouvisse o mundo me chamar. Penso em lugares novos, pessoas desconhecidas, vida com cheiro de banho tomado. Faço mil planos e, no final, eles ficam todos reféns de mim, assombrando meus dias. Mochila no armário. Rotina sem graça. Definitivamente, minha vida implora por mudanças... Urgente!

quinta-feira, 28 de maio de 2009


Às vezes, é confortante pensar que tudo passa. Amanhã é outro dia. O tempo cura. Outras vezes, é deprimente perceber que o tempo passou e algumas pessoas não mudaram sequer o corte de cabelo, que dirá suas atitudes.

domingo, 10 de maio de 2009


Fico triste em saber que, a cada dia, mais pessoas compram sua infelicidade. Sei que é preciso, às vezes, pagar caro pela infelicidade para se dar valor à felicidade real. Mas assim, a preço de banana? Meu coração dói. Espero, de verdade, o dia em que percebamos que não somos tão baratos quanto parecemos e que merecemos muito ser feliz... De graça!

segunda-feira, 4 de maio de 2009


Sonhei que estava em São Tomé das Letras, como se estivesse acertando contas com o passado. Senti-me feliz e livre. Quando acordei, tive a sensação de estar caindo num precipício. Muitas vezes, o passado se disfarça de felicidade, mas quando se abre um pouco mais o olho percebe-se que não é bem assim.



Às vezes, queria-te em meu mundo. Outras vezes, queria fazer parte do seu. Muitas vezes, queria que fôssemos do mesmo mundo. Aí, vem a vida e me mostra dois mundos distintos: sonho e realidade. Então, só me resta acordar.

sábado, 2 de maio de 2009


E de repente o sol entrou na minha vida. Clareou meus pensamentos. Deu brilho às minhas idéias. Iluminou meus caminhos que, algumas vezes, parecem escuros. Aqueceu meus sentimentos mais frios. Foi assim que você ressurgiu pra mim, fazendo brotar lágrimas de uns olhos que já tinham se esquecido o que era chorar, seja de alegria, de saudade...
Quero muito escrever sobre tudo que senti, percebi e vivi nesta minha volta ao cerrado. Voltar é sempre difícil; para Brasília, então, é acima de tudo, sentir novamente. Ver a casa que, um dia, foi tão minha e hoje não é nada além do que uma velha casa de uma rua conhecida. Passar por caminhos que foram tão presentes de olhos fechados, se for preciso. Ver o mesmo pôr-do-sol tão alaranjado quanto nos 24 anos em que estive lá. Não se incomodar com o ar seco e com a baixa umidade. Gostar de ouvir o silêncio que ainda toma conta das madrugadas. Acordar com passarinhos cantando. Olhar ao redor e perceber que ainda existem áreas não construídas. Observar que está tudo igual, só que diferente. Entender que o diferente também pode ser igual e vice-versa. Ter vontade de beber água, muita água, nem que seja pela primeira vez. Saber que existem lacunas a serem preenchidas, se conformar com as que já foram e as que jamais serão. Voltar a Brasília significa saudade do passado, inconformismo com o presente e incerteza de um futuro.


Dedicatória de Simone de Beauvoir a Jean-Paul Sartre, retirada de um blog, que, por sua vez, retirou do livro Tête-à-Tête - uma biografia do relacionamento "notável e pouco ortodoxo" dos dois.

Jean-Paul,
nossa aventura na vida se completa estando a quilômetros, continentes, planetas de distância, se mistura às pessoas que conhecemos durante nossas caminhadas juntos e separados. Nossa aventura se completa procurando sempre por novidades e, dentre essas, as próprias aventuras. Sei que a imobilidade nos mataria, Jean-Paul, então movimento-me, nos movimentamos. Dancemos pelo mundo como um baile, trocando de pares e sempre voltando ao início. Dancemos, Jean-Paul, dancemos.
Simone


É difícil terminar, desvencilhar, separar, virar a página, encerrar, desligar, desmembrar, acabar, finalizar, desconectar, findar, dividir, concluir. É difícil. Adeus.

 
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